quinta-feira, 30 de abril de 2015

Resenha: Lolita

Lolita, escrito por Vladimir Nabokov, despertou as mais diversas emoções no decorrer da minha leitura. Primeiro, fiquei maravilhada com a escrita do livro. Nabokov utiliza uma técnica de escrita que até então eu nunca tinha visto em lugar nenhum (até tenho um pouco de receio de ler outras coisas agora e acabar me decepcionando com isso). 

O enredo, em si, é bem polêmico. O livro conta a história de um homem de meia idade, Humbert, que se apaixona por Lolita, uma menina de 12 anos. Humbert meio que fica obcecado por ela. Fiquei bastante indignada e até mesmo com nojo (segunda e terceira emoções) de algumas coisas que acontecem no decorrer do livro.

Muitas pessoas me falaram que é a Lolita quem seduz o Humbert. Inclusive, na adaptação de 1997 dá mesmo a impressão de que foi algo consensual, de que foi a Lolita quem provocava o Humbert, só que no livro fica bastante claro que não. Até certo ponto da história, acredito que Lolita vê tudo como uma brincadeira, uma provocação, porém depois de um certo fato, fica claro que ela não estava mais gostando daquilo, e acredito que ela permanece com o Humbert somente porque está perdida e não tem mais ninguém a quem recorrer. Humbert inclusive faz chantagens e ameaças, chegando até a drogá-la e a lhe dar dinheiro em troca do seu "bom comportamento" para com ele.

Gostei muito da leitura desse livro e o recomendo! É incrível como um livro tão disgusting acaba sendo interessante e despertando a curiosidade para saber o que vem a seguir. Ele não tem uma linguagem difícil de entender, apesar de ter sido escrito na década de 1940. A edição da editora Alfaguara infelizmente não é muito bem traduzida, por isso espero poder ler Lolita no idioma original (inglês) em breve.

Enfim, se eu tivesse que dar uma nota pra essa maravilha certamente seria 10/10 


Título: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Alfaguara
Páginas: 392

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Livro: Marilyn

O livro Marilyn, escrito por Norman Mailer, estava na minha wishlist de abril e apareceu também no meu primeiro bookhaul. E hoje, finalmente venho resenhar ele para vocês. 

Gosto muito da Marilyn Monroe e já comentei sobre ela em vários posts que eu fiz pro blog, porém apesar dos filmes biográficos que assisti, eu não conhecia muito sobre ela. Sempre fica aquela dúvida se aquilo é verdade ou não. Então decidi ler alguma biografia, pois os livros nos dão uma profundidade que o cinema não dá. No entanto, assim que comecei a ler Marilyn, descobri que se trata de uma biografia romanceada dela, ou seja, ainda assim os fatos não ficam 100% claros. 

Mas foi muito bom conhecer um pouquinho mais sobre Marilyn. O autor teve como referência outras duas biografias dela e a partir disso ele faz questionamentos sobre diversos fatos da vida dela, ele meio que faz uma crítica desses outros livros no decorrer do livro dele. E eu percebi logo no começo também que o autor tenta entender a vida da Marilyn através de um viés psicológico. Ele analisa tudo psicologicamente para tentar entender o porquê de ela ser negligente nas gravações de filmes e até para tentar desvendar sua morte, que até hoje é um mistério. 

E eu fico quase sem palavras para explicar a qualidade editorial desse livro! A capa traz uma das minhas fotos preferidas da Marilyn Monroe e o mais incrível é a textura aveludada da parte externa dele (capa, contracapa, lombada) e isso tudo acaba por proporcionar uma experiência de leitura muito agradável!

Enfim, eu recomendo Marilyn para todo mundo que tem interesse nela e, apesar de a gente não ter certeza se tudo aquilo é verdade, o livro nos leva a uma viagem no tempo e nos mostra o quão espirituosa e cativante essa mulher foi! ♥

Título: Marilyn
Autor: Norman Mailer
Editora: Record
Páginas: 347

terça-feira, 21 de abril de 2015

Resenha: O maravilhoso agora

O maravilhoso agora, escrito por Tim Tharp, tem como narrador e personagem principal Sutter, que é um adolescente que não é muito preocupado com o futuro e está mais interessado em viver o agora, como o próprio título do livro coloca. Com um 7Up batizado nas mãos ele está pronto para qualquer coisa! Mas nem tudo anda bem para ele: Sutter tem problemas em casa, o pai não dá notícias há anos e sua namorada lhe deu um pé na bunda. Em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade e, pela primeira vez, ele tem o poder de fazer a diferença na vida de alguém (ou de arruiná-la para sempre).

Gostei muito da leitura desse livro pois a narrativa do Sutter é bem envolvente. Diferente de algumas resenhas que li, onde as pessoas não gostaram do personagem, eu devo dizer que gostei. Achei o Sutter bem carismático e gostei muito do fato de ele não ser uma pessoas vazia e demonstrar não ter preconceitos. Acho que fugiu do estereótipo do cara que não quer nada da vida e não tem nada a dizer sobre nada. Sutter tem uns pensamentos bem interessantes e achei legal que ele faz referência a alguns livros no decorrer da história.

Porém a história... ou melhor, o final dela, é decepcionante. Eu entendi porque o autor fez o final como fez. Acho que ele quis deixar uma mensagem, com a história toda, mas o final acabou não deixando isso claro de forma positiva. Enfim, não posso explicar melhor para não soltar spoiler.

Recomendo a leitura de O maravilhoso agora porque a experiência foi diferente e, bem, é bom tirar suas próprias conclusões.

Título: O maravilhoso agora
Autor: Tim Tharp
Editora: Record
Páginas: 320

quinta-feira, 16 de abril de 2015

3 clássicos adolescentes da Molly Ringwald!

Ultimamente tenho assistido muitos filmes feitos nos anos 1980 e 1990. São décadas onde, ao meu ver, os filmes para adolescentes começaram a se popularizar com cenários de high school, personagens estereotipados, dramas e etc. 

A atriz Molly Ringwald protagonizou muitos desses filmes nos anos 1980 e hoje eu trouxe meus 3 preferidos, que são clássicos! Os filmes tratam de diferentes assuntos mas como eu gosto de moda, decidi colocar alguns painéis de inspiração referentes ao assunto, afinal, são filmes pra assistir e querer copiar o look das personagens!

Sixteen Candles (1984)
Conhecido no Brasil como Gatinhas e Gatões, esse filme mostra o aniversário de 16 anos de Samantha Baker, com um detalhe: toda a família dela esquece disso devido ao casamento de sua irmã mais velha. E pra completar, Sam está apaixonada por um cara que nem sabe que ela existe. Será?

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Clube dos Cinco (1985)
Esse é um clássico-clássico que todo mundo deve assistir! Cinco adolescentes são confinados na escola em um sábado como forma de detenção e devem escrever uma redação sobre o que pensam de si mesmos. Aqui vemos claramente os estereótipos: o atleta, o nerd, a esquisita, o delinquente, a princesinha...

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A garota de rosa-shoking (1986)
Nesse filme conhecemos a Andie, uma garota de classe baixa mas super cool: ela trabalha em uma loja de discos e adora moda! Num certo dia um cara rico a convida pra sair e a diferença de classe social entre os dois acaba pesando no relacionamento por conta de seus amigos.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

O figurino de Rose Pamphyle

Dias atrás assisti o filme francês A Datilógrafa que conta a história de Rose Pamphyle, moça de 21 anos, que impressiona a todos com sua habilidade de digitar. Quando conhece Louis, ela é inspirada a participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

rose pamphyle populaire

Além desse tema tão incomum, o filme traz uma estética dos anos 1950 que é uma graça! Desde cenários até, é claro, figurinos. Os looks da Rose Pamphyle caracterizam muito bem essa época, onde as mulheres deveriam ser românticas, delicadas e comportadas (porém o filme traz uns diálogos feministas que valem a pena!). 

rose pamphyle looks

Em todas as cenas que eu posso me lembrar, vemos Rose vestindo saias rodadas de comprimento midi. O diferencial são os decotes que, hora vem mais fechados e hora mais reveladores.

rose pamphyle looks

Porém o grande destaque do filme, quanto ao visual, são as unhas coloridas da personagem! No começo do filme, Rose só sabe digitar usando dois dedos e, com o incentivo de Louis e o auxílio de esmalte colorido, ela aprender a digitar com os dez dedos!

rose pamphyle typing

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Enfim, fica aí a recomendação de um filme super inspirador, tanto esteticamente quanto para a vida.