sexta-feira, 8 de maio de 2015

Resenha: The bell jar (A redoma de vidro)

Minha última leitura finalizada foi The bell jar (publicado no Brasil como A redoma de vidro), escrito por Sylvia Plath. Hoje vim falar sobre as minhas impressões sobre o livro e um pouquinho sobre a minha experiência ao lê-lo em inglês.


The bell jar traz a história de Esther Greenwood, uma jovem de 19 anos que sempre viveu em uma pequena cidade e que, no entanto, é uma estudante brilhante. Na primeira parte do livro ela está em Nova York, junto de outras 11 moças, estagiando em uma grande revista feminina. Dinheiro, roupas, maquiagens e etc fazem parte do pacote, além de diversas festas e eventos. Uma vida bastante glamourosa para alguém como Esther.

Já na segunda parte do livro, ela está de volta a sua cidade após o término do estágio. Esther se vê perdida e sem saber muito bem o que fazer da vida e, com isso, acaba ficando depressiva. No decorrer do livro Esther está, basicamente, tentando se encontrar na vida e ao mesmo tempo tendo que lidar com a depressão, sem nem perceber que está doente.

Sobre ler em inglês: Este foi o segundo livro que li no idioma (o outro foi a biografia da Audrey Hepburn) e não tive problemas para entender a história. Inclusive, adquiri muito vocabulário novo! Não tenho muita propriedade para falar, mas acredito que com um nível intermediário-avançado, The bell jar pode ser lido sem grandes problemas.

Enfim, gostei bastante dessa leitura pois me proporcionou experiências diferentes, tanto na questão do idioma quanto do próprio assunto do livro, que apesar de ser sério (depressão) foi desenvolvido de forma incrivelmente leve (além de que a protagonista é muito divertida em algumas partes). Recomendadíssimo para quem está afim de ler um ótimo livro!

Título: The bell jar
Autor: Sylvia Plath
Editora: Harper Perennial
Páginas: 266

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Resenha + Filme: A menina do fim da rua

Encontrei por acaso este livro na biblioteca, enquanto procurava por outro e ele me chamou muito a atenção por causa do título e da expressão da menina da capa. O livro não tinha descrição na contracapa, nem nada, mas decidi retirá-lo mesmo assim, por intuição.

E foi uma surpresa incrivelmente boa! A menina do fim da rua escrito por Laird Koenig conta a história de uma menina de 13 anos, Rynn Jacobs, que mora com seu pai em uma casa um pouco afastada da vizinhança. Essa menina é misteriosa e tem um segredo que no decorrer do livro vai se desvendando aos poucos. A cada momento da leitura fui tentando resolver o quebra-cabeças de acordo com os fatos que iam sendo desvendados e imaginei diversos finais diferentes.

A personagem Rynn certamente é uma das minhas preferidas da literatura! Ela é inteligente, sarcástica e firme no que diz, além de ser muito cuidadosa com as palavras, me fazendo prestar atenção em cada detalhe. Rynn também é bem culta, ouve música clássica, sabe cozinhar perfeitamente bem, adora poesia e vive lendo Emily Dickinson. Se tem uma coisa que a irrita muito é quando as pessoas a subestimam por sua pouca idade e uma das frases dela que eu mais gostei foi "Quantos anos uma pessoa precisa ter para ser levada a sério?"

Gostei demais desse livro! A narrativa do autor é bem envolvente e cheia de diálogos inteligentes e cenas detalhadas (você realmente se sente dentro da casa da Rynn enquanto lê!).

O livro ganhou uma adaptação para o cinema em 1976, tendo Jodie Foster no papel principal. O filme é ótimo e o enredo é bem fiel ao livro! 

Título: A menina do fim da rua
Autor: Laird Koening
Editora: Círculo do Livro
Páginas: 193

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Resenha: Lolita

Lolita, escrito por Vladimir Nabokov, despertou as mais diversas emoções no decorrer da minha leitura. Primeiro, fiquei maravilhada com a escrita do livro. Nabokov utiliza uma técnica de escrita que até então eu nunca tinha visto em lugar nenhum (até tenho um pouco de receio de ler outras coisas agora e acabar me decepcionando com isso). 

O enredo, em si, é bem polêmico. O livro conta a história de um homem de meia idade, Humbert, que se apaixona por Lolita, uma menina de 12 anos. Humbert meio que fica obcecado por ela. Fiquei bastante indignada e até mesmo com nojo (segunda e terceira emoções) de algumas coisas que acontecem no decorrer do livro.

Muitas pessoas me falaram que é a Lolita quem seduz o Humbert. Inclusive, na adaptação de 1997 dá mesmo a impressão de que foi algo consensual, de que foi a Lolita quem provocava o Humbert, só que no livro fica bastante claro que não. Até certo ponto da história, acredito que Lolita vê tudo como uma brincadeira, uma provocação, porém depois de um certo fato, fica claro que ela não estava mais gostando daquilo, e acredito que ela permanece com o Humbert somente porque está perdida e não tem mais ninguém a quem recorrer. Humbert inclusive faz chantagens e ameaças, chegando até a drogá-la e a lhe dar dinheiro em troca do seu "bom comportamento" para com ele.

Gostei muito da leitura desse livro e o recomendo! É incrível como um livro tão disgusting acaba sendo interessante e despertando a curiosidade para saber o que vem a seguir. Ele não tem uma linguagem difícil de entender, apesar de ter sido escrito na década de 1940. A edição da editora Alfaguara infelizmente não é muito bem traduzida, por isso espero poder ler Lolita no idioma original (inglês) em breve.

Enfim, se eu tivesse que dar uma nota pra essa maravilha certamente seria 10/10 


Título: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Alfaguara
Páginas: 392

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Livro: Marilyn

O livro Marilyn, escrito por Norman Mailer, estava na minha wishlist de abril e apareceu também no meu primeiro bookhaul. E hoje, finalmente venho resenhar ele para vocês. 

Gosto muito da Marilyn Monroe e já comentei sobre ela em vários posts que eu fiz pro blog, porém apesar dos filmes biográficos que assisti, eu não conhecia muito sobre ela. Sempre fica aquela dúvida se aquilo é verdade ou não. Então decidi ler alguma biografia, pois os livros nos dão uma profundidade que o cinema não dá. No entanto, assim que comecei a ler Marilyn, descobri que se trata de uma biografia romanceada dela, ou seja, ainda assim os fatos não ficam 100% claros. 

Mas foi muito bom conhecer um pouquinho mais sobre Marilyn. O autor teve como referência outras duas biografias dela e a partir disso ele faz questionamentos sobre diversos fatos da vida dela, ele meio que faz uma crítica desses outros livros no decorrer do livro dele. E eu percebi logo no começo também que o autor tenta entender a vida da Marilyn através de um viés psicológico. Ele analisa tudo psicologicamente para tentar entender o porquê de ela ser negligente nas gravações de filmes e até para tentar desvendar sua morte, que até hoje é um mistério. 

E eu fico quase sem palavras para explicar a qualidade editorial desse livro! A capa traz uma das minhas fotos preferidas da Marilyn Monroe e o mais incrível é a textura aveludada da parte externa dele (capa, contracapa, lombada) e isso tudo acaba por proporcionar uma experiência de leitura muito agradável!

Enfim, eu recomendo Marilyn para todo mundo que tem interesse nela e, apesar de a gente não ter certeza se tudo aquilo é verdade, o livro nos leva a uma viagem no tempo e nos mostra o quão espirituosa e cativante essa mulher foi! ♥

Título: Marilyn
Autor: Norman Mailer
Editora: Record
Páginas: 347

terça-feira, 21 de abril de 2015

Resenha: O maravilhoso agora

O maravilhoso agora, escrito por Tim Tharp, tem como narrador e personagem principal Sutter, que é um adolescente que não é muito preocupado com o futuro e está mais interessado em viver o agora, como o próprio título do livro coloca. Com um 7Up batizado nas mãos ele está pronto para qualquer coisa! Mas nem tudo anda bem para ele: Sutter tem problemas em casa, o pai não dá notícias há anos e sua namorada lhe deu um pé na bunda. Em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade e, pela primeira vez, ele tem o poder de fazer a diferença na vida de alguém (ou de arruiná-la para sempre).

Gostei muito da leitura desse livro pois a narrativa do Sutter é bem envolvente. Diferente de algumas resenhas que li, onde as pessoas não gostaram do personagem, eu devo dizer que gostei. Achei o Sutter bem carismático e gostei muito do fato de ele não ser uma pessoas vazia e demonstrar não ter preconceitos. Acho que fugiu do estereótipo do cara que não quer nada da vida e não tem nada a dizer sobre nada. Sutter tem uns pensamentos bem interessantes e achei legal que ele faz referência a alguns livros no decorrer da história.

Porém a história... ou melhor, o final dela, é decepcionante. Eu entendi porque o autor fez o final como fez. Acho que ele quis deixar uma mensagem, com a história toda, mas o final acabou não deixando isso claro de forma positiva. Enfim, não posso explicar melhor para não soltar spoiler.

Recomendo a leitura de O maravilhoso agora porque a experiência foi diferente e, bem, é bom tirar suas próprias conclusões.

Título: O maravilhoso agora
Autor: Tim Tharp
Editora: Record
Páginas: 320