sexta-feira, 8 de maio de 2015

Resenha: The bell jar (A redoma de vidro)

Minha última leitura finalizada foi The bell jar (publicado no Brasil como A redoma de vidro), escrito por Sylvia Plath. Hoje vim falar sobre as minhas impressões sobre o livro e um pouquinho sobre a minha experiência ao lê-lo em inglês.


The bell jar traz a história de Esther Greenwood, uma jovem de 19 anos que sempre viveu em uma pequena cidade e que, no entanto, é uma estudante brilhante. Na primeira parte do livro ela está em Nova York, junto de outras 11 moças, estagiando em uma grande revista feminina. Dinheiro, roupas, maquiagens e etc fazem parte do pacote, além de diversas festas e eventos. Uma vida bastante glamourosa para alguém como Esther.

Já na segunda parte do livro, ela está de volta a sua cidade após o término do estágio. Esther se vê perdida e sem saber muito bem o que fazer da vida e, com isso, acaba ficando depressiva. No decorrer do livro Esther está, basicamente, tentando se encontrar na vida e ao mesmo tempo tendo que lidar com a depressão, sem nem perceber que está doente.

Sobre ler em inglês: Este foi o segundo livro que li no idioma (o outro foi a biografia da Audrey Hepburn) e não tive problemas para entender a história. Inclusive, adquiri muito vocabulário novo! Não tenho muita propriedade para falar, mas acredito que com um nível intermediário-avançado, The bell jar pode ser lido sem grandes problemas.

Enfim, gostei bastante dessa leitura pois me proporcionou experiências diferentes, tanto na questão do idioma quanto do próprio assunto do livro, que apesar de ser sério (depressão) foi desenvolvido de forma incrivelmente leve (além de que a protagonista é muito divertida em algumas partes). Recomendadíssimo para quem está afim de ler um ótimo livro!

Título: The bell jar
Autor: Sylvia Plath
Editora: Harper Perennial
Páginas: 266

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Resenha + Filme: A menina do fim da rua

Encontrei por acaso este livro na biblioteca, enquanto procurava por outro e ele me chamou muito a atenção por causa do título e da expressão da menina da capa. O livro não tinha descrição na contracapa, nem nada, mas decidi retirá-lo mesmo assim, por intuição.

E foi uma surpresa incrivelmente boa! A menina do fim da rua escrito por Laird Koenig conta a história de uma menina de 13 anos, Rynn Jacobs, que mora com seu pai em uma casa um pouco afastada da vizinhança. Essa menina é misteriosa e tem um segredo que no decorrer do livro vai se desvendando aos poucos. A cada momento da leitura fui tentando resolver o quebra-cabeças de acordo com os fatos que iam sendo desvendados e imaginei diversos finais diferentes.

A personagem Rynn certamente é uma das minhas preferidas da literatura! Ela é inteligente, sarcástica e firme no que diz, além de ser muito cuidadosa com as palavras, me fazendo prestar atenção em cada detalhe. Rynn também é bem culta, ouve música clássica, sabe cozinhar perfeitamente bem, adora poesia e vive lendo Emily Dickinson. Se tem uma coisa que a irrita muito é quando as pessoas a subestimam por sua pouca idade e uma das frases dela que eu mais gostei foi "Quantos anos uma pessoa precisa ter para ser levada a sério?"

Gostei demais desse livro! A narrativa do autor é bem envolvente e cheia de diálogos inteligentes e cenas detalhadas (você realmente se sente dentro da casa da Rynn enquanto lê!).

O livro ganhou uma adaptação para o cinema em 1976, tendo Jodie Foster no papel principal. O filme é ótimo e o enredo é bem fiel ao livro! 

Título: A menina do fim da rua
Autor: Laird Koening
Editora: Círculo do Livro
Páginas: 193

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Resenha: Lolita

Lolita, escrito por Vladimir Nabokov, despertou as mais diversas emoções no decorrer da minha leitura. Primeiro, fiquei maravilhada com a escrita do livro. Nabokov utiliza uma técnica de escrita que até então eu nunca tinha visto em lugar nenhum (até tenho um pouco de receio de ler outras coisas agora e acabar me decepcionando com isso). 

O enredo, em si, é bem polêmico. O livro conta a história de um homem de meia idade, Humbert, que se apaixona por Lolita, uma menina de 12 anos. Humbert meio que fica obcecado por ela. Fiquei bastante indignada e até mesmo com nojo (segunda e terceira emoções) de algumas coisas que acontecem no decorrer do livro.

Muitas pessoas me falaram que é a Lolita quem seduz o Humbert. Inclusive, na adaptação de 1997 dá mesmo a impressão de que foi algo consensual, de que foi a Lolita quem provocava o Humbert, só que no livro fica bastante claro que não. Até certo ponto da história, acredito que Lolita vê tudo como uma brincadeira, uma provocação, porém depois de um certo fato, fica claro que ela não estava mais gostando daquilo, e acredito que ela permanece com o Humbert somente porque está perdida e não tem mais ninguém a quem recorrer. Humbert inclusive faz chantagens e ameaças, chegando até a drogá-la e a lhe dar dinheiro em troca do seu "bom comportamento" para com ele.

Gostei muito da leitura desse livro e o recomendo! É incrível como um livro tão disgusting acaba sendo interessante e despertando a curiosidade para saber o que vem a seguir. Ele não tem uma linguagem difícil de entender, apesar de ter sido escrito na década de 1940. A edição da editora Alfaguara infelizmente não é muito bem traduzida, por isso espero poder ler Lolita no idioma original (inglês) em breve.

Enfim, se eu tivesse que dar uma nota pra essa maravilha certamente seria 10/10 


Título: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Alfaguara
Páginas: 392

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Livro: Marilyn

O livro Marilyn, escrito por Norman Mailer, estava na minha wishlist de abril e apareceu também no meu primeiro bookhaul. E hoje, finalmente venho resenhar ele para vocês. 

Gosto muito da Marilyn Monroe e já comentei sobre ela em vários posts que eu fiz pro blog, porém apesar dos filmes biográficos que assisti, eu não conhecia muito sobre ela. Sempre fica aquela dúvida se aquilo é verdade ou não. Então decidi ler alguma biografia, pois os livros nos dão uma profundidade que o cinema não dá. No entanto, assim que comecei a ler Marilyn, descobri que se trata de uma biografia romanceada dela, ou seja, ainda assim os fatos não ficam 100% claros. 

Mas foi muito bom conhecer um pouquinho mais sobre Marilyn. O autor teve como referência outras duas biografias dela e a partir disso ele faz questionamentos sobre diversos fatos da vida dela, ele meio que faz uma crítica desses outros livros no decorrer do livro dele. E eu percebi logo no começo também que o autor tenta entender a vida da Marilyn através de um viés psicológico. Ele analisa tudo psicologicamente para tentar entender o porquê de ela ser negligente nas gravações de filmes e até para tentar desvendar sua morte, que até hoje é um mistério. 

E eu fico quase sem palavras para explicar a qualidade editorial desse livro! A capa traz uma das minhas fotos preferidas da Marilyn Monroe e o mais incrível é a textura aveludada da parte externa dele (capa, contracapa, lombada) e isso tudo acaba por proporcionar uma experiência de leitura muito agradável!

Enfim, eu recomendo Marilyn para todo mundo que tem interesse nela e, apesar de a gente não ter certeza se tudo aquilo é verdade, o livro nos leva a uma viagem no tempo e nos mostra o quão espirituosa e cativante essa mulher foi! ♥

Título: Marilyn
Autor: Norman Mailer
Editora: Record
Páginas: 347

terça-feira, 21 de abril de 2015

Resenha: O maravilhoso agora

O maravilhoso agora, escrito por Tim Tharp, tem como narrador e personagem principal Sutter, que é um adolescente que não é muito preocupado com o futuro e está mais interessado em viver o agora, como o próprio título do livro coloca. Com um 7Up batizado nas mãos ele está pronto para qualquer coisa! Mas nem tudo anda bem para ele: Sutter tem problemas em casa, o pai não dá notícias há anos e sua namorada lhe deu um pé na bunda. Em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade e, pela primeira vez, ele tem o poder de fazer a diferença na vida de alguém (ou de arruiná-la para sempre).

Gostei muito da leitura desse livro pois a narrativa do Sutter é bem envolvente. Diferente de algumas resenhas que li, onde as pessoas não gostaram do personagem, eu devo dizer que gostei. Achei o Sutter bem carismático e gostei muito do fato de ele não ser uma pessoas vazia e demonstrar não ter preconceitos. Acho que fugiu do estereótipo do cara que não quer nada da vida e não tem nada a dizer sobre nada. Sutter tem uns pensamentos bem interessantes e achei legal que ele faz referência a alguns livros no decorrer da história.

Porém a história... ou melhor, o final dela, é decepcionante. Eu entendi porque o autor fez o final como fez. Acho que ele quis deixar uma mensagem, com a história toda, mas o final acabou não deixando isso claro de forma positiva. Enfim, não posso explicar melhor para não soltar spoiler.

Recomendo a leitura de O maravilhoso agora porque a experiência foi diferente e, bem, é bom tirar suas próprias conclusões.

Título: O maravilhoso agora
Autor: Tim Tharp
Editora: Record
Páginas: 320

quinta-feira, 16 de abril de 2015

3 clássicos adolescentes da Molly Ringwald!

Ultimamente tenho assistido muitos filmes feitos nos anos 1980 e 1990. São décadas onde, ao meu ver, os filmes para adolescentes começaram a se popularizar com cenários de high school, personagens estereotipados, dramas e etc. 

A atriz Molly Ringwald protagonizou muitos desses filmes nos anos 1980 e hoje eu trouxe meus 3 preferidos, que são clássicos! Os filmes tratam de diferentes assuntos mas como eu gosto de moda, decidi colocar alguns painéis de inspiração referentes ao assunto, afinal, são filmes pra assistir e querer copiar o look das personagens!

Sixteen Candles (1984)
Conhecido no Brasil como Gatinhas e Gatões, esse filme mostra o aniversário de 16 anos de Samantha Baker, com um detalhe: toda a família dela esquece disso devido ao casamento de sua irmã mais velha. E pra completar, Sam está apaixonada por um cara que nem sabe que ela existe. Será?

Crédito da Imagem

Clube dos Cinco (1985)
Esse é um clássico-clássico que todo mundo deve assistir! Cinco adolescentes são confinados na escola em um sábado como forma de detenção e devem escrever uma redação sobre o que pensam de si mesmos. Aqui vemos claramente os estereótipos: o atleta, o nerd, a esquisita, o delinquente, a princesinha...

Crédito da Imagem

A garota de rosa-shoking (1986)
Nesse filme conhecemos a Andie, uma garota de classe baixa mas super cool: ela trabalha em uma loja de discos e adora moda! Num certo dia um cara rico a convida pra sair e a diferença de classe social entre os dois acaba pesando no relacionamento por conta de seus amigos.

Crédito da Imagem

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O figurino de Rose Pamphyle

Dias atrás assisti o filme francês A Datilógrafa que conta a história de Rose Pamphyle, moça de 21 anos, que impressiona a todos com sua habilidade de digitar. Quando conhece Louis, ela é inspirada a participar da competição de datilógrafa mais rápida do país.

rose pamphyle populaire

Além desse tema tão incomum, o filme traz uma estética dos anos 1950 que é uma graça! Desde cenários até, é claro, figurinos. Os looks da Rose Pamphyle caracterizam muito bem essa época, onde as mulheres deveriam ser românticas, delicadas e comportadas (porém o filme traz uns diálogos feministas que valem a pena!). 

rose pamphyle looks

Em todas as cenas que eu posso me lembrar, vemos Rose vestindo saias rodadas de comprimento midi. O diferencial são os decotes que, hora vem mais fechados e hora mais reveladores.

rose pamphyle looks

Porém o grande destaque do filme, quanto ao visual, são as unhas coloridas da personagem! No começo do filme, Rose só sabe digitar usando dois dedos e, com o incentivo de Louis e o auxílio de esmalte colorido, ela aprender a digitar com os dez dedos!

rose pamphyle typing

populaire

Enfim, fica aí a recomendação de um filme super inspirador, tanto esteticamente quanto para a vida.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Resenha: Razão e Sensibilidade

Acho uma grande responsabilidade fazer resenha crítica de obras ou autores clássicos e importantes da literatura. O livro Razão e Sensibilidade, escrito por Jane Austen é um exemplo. Terminei a leitura essa semana e não posso deixar de falar um pouco sobre ele.


O livro traz a história das duas irmãs Dashwood, que possuem personalidades bastante diferentes entre si: Elinor é razão, Marianne é sentimento. Ao longo da história vemos a forma como cada uma delas lida com isso, principalmente na questão amorosa. Infelizmente o final do livro não me agradou mas gostei do fato de eu conseguir perceber a evolução das personagens principais: Elinor conseguindo expressar suas emoções e Marianne podendo contê-las. 

Razão e Sensibilidade foi o segundo livro que li da autora e, apesar de me encantar muito mais com a história de Orgulho e Preconceito, a leitura foi mais leve e divertida. Sim, divertida! Nunca imaginei que descreveria Jane Austen assim, mas Razão e Sensibilidade é um livro cheio de ironias, principalmente em se tratando do aspecto financeiro dos personagens. Outra coisa que me divertiu muito foram os personagens, que davam respostonas uns para os outros mas daquela forma polida da época. Insultando educadamente, sabe?

Enfim, o livro faz parte da lista do Rory Gilmore Book Project e está indicadíssimo pra quem quer começar a ler Jane Austen! 

Título: Razão e Sensibilidade
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 631

segunda-feira, 23 de março de 2015

Resenha: A Metamorfose

No mês passado li A Metamorfose, que foi o meu primeiro livro do Franz Kafka. Estava em dúvida entre esse e O Processo, mas acabei escolhendo esse porque já o tinham me indicado.

Acho que não é spoiler contar que Gregor, personagem principal desse livro, logo no primeiro parágrafo, se metamorfoseia. Ele era um homem e quando acorda se vê como um inseto gigante. E o livro vai contando como ele se sente em relação a isso e como os familiares dele passam a tratá-lo.

Confesso que quando terminei a leitura do livro fiquei com um ponto de interrogação enorme na minha cabeça porque eu esperava que acontecesse algo na história. Veja bem, o ponto alto do livro, a reviravolta, digamos assim, acontece logo no primeiro parágrafo. Dessa forma, imaginei que haveria outra reviravolta mais adiante, porém não foi o que aconteceu.

Depois acabei entendo o propósito do livro. Ele me fez pensar bastante. Acho que A Metamorfose fala muito sobre o relacionamento entre as pessoas. Em como quando uma pessoa muda os relacionamentos entre ela e as outras pessoas também mudam. Várias lições e alusões interessantes podem ser tiradas a partir dessa leitura.

A Metamorfose é um livro curtinho, que pode ser lido em poucas horas. Gostei muito da escrita do Kafka e estou animada para ler O Processo, que acho que é um livro mais denso (pelo menos fisicamente). Enfim, recomendo esta leitura pra todo mundo que gosta de livros que fazem refletir sobre a vida. Para mim, é o melhor tipo de livro.

Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96

sexta-feira, 20 de março de 2015

Resenha: Tão Ontem

Há alguns anos uma pessoa me disse que o livro Tão Ontem do Scott Westerfeld era muito bom e que era provável que eu iria gostar. Queria lembrar quem foi essa pessoa para agradecer a indicação e dizer que ela estava certa, eu a-do-rei!

Tão Ontem é narrado por Hunter, um garoto de 17 anos que é Caçador de Tendências. Seu trabalho consiste em identificar nas ruas o que há de mais legal e criativo para o mercado seguir. No começo do livro, ele conhece Jen, uma Inovadora e não consegue evitar se envolver com ela (e muito!). Os dois são chamados para uma reunião misteriosa com a chefe de Hunter, mas o encontro não acontece e tudo que descobrem é o celular dela em um prédio abandonado. Hunter e Jen se vêem então envolvidos em um mistério que envolve um carregamento com os tênis mais legais que já viram, anúncios de produtos que não existem e um obscuro grupo dedicado a desmantelar a cultura consumista como conhecemos.

O livro é uma sátira ao processo de adoção de moda (também conhecido como bubble up ou trickle down, pra quem estuda moda). Além disso, o autor inseriu diversas curiosidades aleatórias no decorrer do livro, coisa que gosto muito, sendo uma delas a teoria dos seis graus de separação. 

Apesar do livro trazer uma certa reflexão a cerca do consumismo, é uma leitura bem leve e divertida. Recomendadíssimo!

Título: Tão Ontem
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Record
Páginas: 316

segunda-feira, 16 de março de 2015

Resenha: Coraline

O livro Coraline, escrito por Neil Gaiman, conta a história da menina Coraline, que acaba de se mudar para um novo lugar, meio misterioso. A nova casa da menina e sua família é dividida em apartamentos: no andar de baixo moram duas atrizes aposentadas, e no andar de cima mora um senhor de idade que está tentando montar uma banda de ratos. Há também um outro apartamento, que não é habitado por ninguém, e que acaba por desencadear essa história incrível.

Coraline é um mistério muito cativante! O livro pode parecer infantil mas é muito agradável de ler, até mesmo para adultos. É uma leitura rápida (terminei em questão de 2 horas) e é ótimo para passar o tempo.

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Essa edição da Rocco Jovens Leitores é muito bonita! A capa possui texturas diferenciadas e o livro é recheado de ilustrações maravilhosas feitas pelo David McKean!

coraline



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Título: Coraline
Autor: Neil Gaiman
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 160

terça-feira, 10 de março de 2015

Resenha: Travessuras da Menina Má

Minha leitura preferida do mês passado foi Travessuras da Menina Má, do escritor peruano Mario Vargas Llosa e achei que seria bom compartilhar essa minha experiência aqui no blog.

Travessuras da Menina Má é um romance que tem como pano de fundo um contexto histórico que é tão bem explorado quanto a própria trama. Esse livro esmiúça muito bem detalhes do contexto social e politico dos momentos que o personagem principal vive. O livro retrata o Peru nos 1960 e 1970, Paris, nesse mesmo período, Londres nos anos 1970, além de Tóquio e Madri. O próprio Mario Vargas Llosa vivenciou esses momentos, por isso tem muita consistência para falar sobre.  Pra quem gosta de história é um prato cheio. Pra quem gosta de um bom romance também, é claro. Os personagens são bastante densos, principalmente o narrador da história, Ricardo Somocurcio, também conhecido como Ricardito. Com a leitura é possível conhecer todos os aspectos de sua vida, desde suas origens no Peru, como também sobre seu trabalho como tradutor e sobre seu amor pela menina má.

Ricardito e a menina má se conheceram quando eram adolescentes, no Peru, porém acabaram perdendo contato e só voltaram a se encontrar quando tinham 20 e poucos anos, já em Paris (onde se passa a maior parte do livro). A partir daí se inicia uma série de encontros e desencontros, onde a menina má sempre reaparece com uma nova vida, um novo nome, um novo marido. Achei interessante esses encontros e desencontros porque, ao meu ver, isso representa que na vida ninguém pertence a ninguém e que a própria vida é inconstante, assim como a menina má. 

A leitura desse livro foi muito agradável e o recomendo para todo mundo que goste de um romance complicado.

Título: Travessuras da Menina Má
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: Alfaguara
Páginas: 302

quarta-feira, 4 de março de 2015

Resenha: Por isso a gente acabou

Descobri Por isso a gente acabou em uma postagem do site HelloGiggles sobre relacionamentos da ficção que a gente sabe, desde o começo, que não vão dar certo. O livro foi escrito por Daniel Handler, nome verdadeiro de Lemony Snicket, autor de Desventuras em Série. 

Por isso a gente acabou é uma carta escrita por Min Green explicando porque ela e Ed Slaterton terminaram. Min começa contando desde o primeiro contato que tiveram, no aniversário de 16 anos de seu amigo, em que Ed não foi convidado mas apareceu mesmo assim. Conta sobre seu primeiro encontro, segundo, terceiro... e ao longo do livro, em cada começo de capítulo, mostra algum objeto que foi significativo na relação deles, como uma tampinha de garrafa, um saleiro roubado e um brinco feio. Podemos ver cada um desses itens nas ilustrações fofas da Maira Kalman.

Minha opinião: O que eu mais gostei sobre o livro foi o fato de que o sonho da Min é ser diretora de cinema e por isso, ter inúmeras descrições de filmes em cada página. Infelizmente, quando fui procurar saber mais sobre eles na internet, descobri que nada daquilo existe, incluindo a banda Hawk Dawis (também bastante citada no livro) intérprete da música The feeling, a qual a letra é bem marcante no livro. You either have the feeling or you don't.

Enfim, apesar da história ser bem previsível (spoiler alert no próprio título!), recomendo a leitura desse livro principalmente depois de alguma outra leitura mais densa, pois ele é bastante leve e agradável!

Título: Por isso a gente acabou
Autor: Daniel Handler
Editora: Cia das Letras
Páginas: 368

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Resenha: Mary Poppins

Um dos livros que li em janeiro foi o Mary Poppins, escrito pela P. L. Travers. Confesso que eu nunca tinha o lido e nem assistido a adaptação pro cinema (shame on me!) e, apesar de ser uma história considerada para crianças, eu gostei bastante do que li. 


O livro tem 12 capítulos e em cada um a autora traz algum episódio diferente do cotidiano da família Banks, começando pela chegada de Mary Poppins, a babá de Jane, Michael e dos gêmeos Bárbara e John.

Achei a personagem Mary Poppins simplesmente incrível! Ela tem esse lado mágico (tipo, ela chegou na casa dos Banks voando pelo céu!) e ao mesmo tempo ela faz com que tudo isso pareça fruto da imaginação das crianças. Achei ela bastante séria em vários momentos da história, o que deu um contraste com a personalidade mais sonhadora dela, e eu acabei me identificando um pouquinho com isso.

Outra coisa que eu gostei bastante também foi a relação dela com a moda. Sim! Mary Poppins vive olhando seu reflexo nas vitrines e ajeitando suas peças de roupa e acessórios incríveis (inclusive, eu quero um guarda-chuva com cabo de cabeça de papagaio!).

Enfim, essa edição maravilhosa da Cosac Naify traz ilustrações de um dos meus estilistas brasileiros preferidos, Ronaldo Fraga. Porém, não são meras ilustrações. Depois de desenhá-las, o Ronaldo enviou os desenhos para uma bordadeira e o que  agente vê no livro são ilustrações feitas de linha! Eu acho que vale muito a pena ter um livro assim em casa, que além de trazer histórias incríveis, é também uma obra de arte.

Título: Mary Poppins
Autor: P. L. Travers
Editora: Cosac Naify
Páginas: 192

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Músicas inspiradas em 1984 de George Orwell

Gosto muito quando moda, literatura, cinema e música se misturam. Livros inspirados em moda. Coleções de moda inspiradas em filmes. Filmes inspirados em música. Músicas inspiradas em livros. E isso tudo misturado de novo e de novo. 

Pesquisei algumas músicas com temáticas que eu gosto (até fiz uma playlist com o tema moda) e encontrei diversas músicas inspiradas na sensacional distopia de George Orwell, 1984! Já li o livro há algum tempo mas não fiz resenha dele, então, para compensar, aqui estão algumas músicas sobre o tema! Enjoy!


1984 - David Bowie (Letra e tradução)



Big Brother - David Bowie (Letra e tradução)



We are the dead - David Bowie
(Letra e tradução)



The resistance - Muse (Letra e tradução)



The future is now - The Offspring
(Letra e tradução)



2+2=5 - Radiohead (Letra e tradução)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Livro: Sejamos todos feministas

Faz alguns minutos que acabei de ler Sejamos todos feministas, escrito por Chimamanda Ngozi Adiche e preciso dizer pra vocês: que livro incrível!

O livro é uma versão modificada de uma palestra sobre feminismo que Chimamanda deu em uma conferência na África em 2012 e desmistifica o feminismo e pontua algumas situações vividas pela autora e pessoas conhecidas dela onde as diferenças de gênero são gritantes.

"Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas do gênero".

Além do assunto ser interessantíssimo, a escrita da Chimamanda é ótima. O único defeito do livro? Ele é muito curto! Mas certamente vou ler as outras obras da autora: Americanah e Hibiscos roxos, que também trazem questões sociais importantes.

Sejamos todos feministas é um e-book e você pode (e acho que deve!) baixá-lo gratuitamente na Saraiva Online. Boa leitura!

Título: Sejamos todos feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adiche
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 26

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Leituras de janeiro de 2015

Janeiro, pra mim, foi um mês de férias. Acabei não postando muito no blog justamente por isso, mas as minhas leituras progrediram bastante: foram 6 livros lidos!


Comecei o ano muito empolgada pra ler porque em 2014 eu não consegui atingir a minha meta de 50 livros lidos (li somente 39). Renovei essa meta pra 2015 e ainda tenho pretensão de ler bem mais do que isso, afinal a lista de "para ler" só cresce! 

Com o calor o melhor tipo de leitura, pra mim, é daquelas bem leves. Não sei se foi por isso, mas eu estava m uma vibe para ler não-ficção! Comecei com o Man Repeller, da Leandra Medine. Aproveitei que estava lendo uma autobiografia e já emendei o Não sou uma dessas da Lena Dunham. Mas não bastasse dois livros assim, li também o Taylor Swift: A história completa, escrito pelo Chas Newkey-Burden.

Em seguida li o Mary Poppins da P. L. Travers, o Glamour da Diana Vreeland e, para finalizar o mês, Mate-me quando quiser da Anita Deak.

Com exceção do Glamour, que é um livro mais fotográfico, vou resenhar em breve todos os outros aqui no blog. Qual você quer que seja o primeiro?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

9 marcas de calçados veganos que você deve conhecer

Há 2 anos me tornei vegetariana, mas a mudança não foi só na minha alimentação. Foi a partir de então que comecei a me preocupar mais com a origem dos produtos que eu consumo, de um modo geral. No entanto, ainda acho bastante complicado comprar calçados que sejam cruelty-free porque ainda há uma certa mistificação de que o couro seja sinônimo de qualidade e poucas empresas apostam em materiais alternativos.


Esse ano decidi comprar mais sapatos, mas antes disso pesquisei 9 marcas brasileiras de calçados veganos (ou que utilizam matéria-prima sintética, pelo menos). Olha aí o que eu encontrei!

Calçados veganos e ecológicos


1. A primeira marca é a Insecta Shoes, que tem uma das propostas mais legais que eu já vi! Além de não utilizar matéria-prima animal em nenhuma parte da produção (que é artesanal, inclusive), os calçados da Insecta são feitos a partir de tecidos e estampas de roupas de brechó. Ou seja, cada oxford ou bota produzida é única!
2. Na Ahimsa, os produtos são feitos com amor e respeito a todas as formas de vida e, por isso, também não utilizam nenhum insumo animal em sua produção (até a cola usada é ecofriendly!). A marca possui uma grande variedade de produtos: calçados femininos e masculinos, bolsas, mochilas, carteiras e cintos.
3.Inkkas é uma marca de tênis feitos a partir de tecidos naturais da América do Sul com estampas étnicas muito cool! Mas o mais legal é que a marca presa a sustentabilidade e garante o plantio de uma árvore a cada produto vendido! Além disso, os tênis são desenhados em New York e Paris e feitos artesanalmente por comunidades nativas no Peru.
4. Utilizando materiais alternativos como fibra de juta e papel de vedação para construção civil (uau!), a marca Será o Benedito tem um conceito admirável de sustentabilidade e cruelty-free! Seus produtos incluem calçados masculinas, bolsas, mochilas e cintos.
5. Outra marca que também presa por matéria-prima alternativa e livre de exploração animal é a Curupira Vegan Shoes. A marca utiliza tecidos e borrachas recicladas (e até a embalagem dos produtos é produzida com materiais 100% reciclados!), trazendo calçados femininos e masculinos com preços bem em conta.
6. Já a Vegano Shoes é uma loja virtual que só comercializa produtos livres de crueldade contra animais. A empresa garante que nenhum material que compõe os calçados (cola, tintas e até mesmo fôrmas) contém alguma composição animal. Além disso, a variedade de produtos femininos e masculinos é enorme!

Calçados sintéticos

Várias empresas brasileiras utilizam o couro sintético como matéria-prima para seus calçados, mas diferente das marcas que eu citei acima, estas optam por fabricar seus produtos com esse tipo de material mais por motivos de economia e lucratividade do que por empatia com a causa dos animais. Apesar de não presar pelo 100% ecológico e cruelty-free (afinal os materiais vão muito além daquilo que a gente vê no calçado final), essas empresas também valem ser mencionadas.


7. Vizzano — 8. Piccadilly9. Petite Jolie
Enfim, acho que independente de veganismo, vegetarismo ou não, a gente tem que aplaudir e valorizar essas marcas, afinal a preocupação delas vai muito além de um design bonito: elas se preocupam com a vida.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Alta Costura de Valentino

Eu gosto muito de acompanhar as semanas de moda, e nessa última aconteceram os desfiles de Alta Costura em Paris. As coleções de Valentino são sempre as que eu mais fico esperando e sei que vou ver peças maravilhosas, em silhuetas femininas e detalhes incríveis. A temporada de verão 2015/2016, desfilada essa semana, não me decepcionou.
A inspiração de Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, designers da marca, foi um misto de diferentes fontes culturais como a poesia renascentista e motivos étnicos. Isso a gente vê refletido na riqueza dos materiais utilizados e seus detalhes, como bordados, costuras, estampas e peekaboos gloriosos.
A cartela de cores vai desde os tons pastel, passando por vermelhos-vinho, até o preto. A gramatura dos tecidos também passeia entre os mais leves até os mais pesados, mas sempre mantendo, de alguma forma, a silhueta feminina. Aliás, feminino e delicado são as palavras que definem também a maquiagem e o cabelo das modelos que, ao meu ver, não vão muito longe do que a gente pode ver nos desfiles anteriores da Valentino.
Abaixo você pode ver a minha seleção de looks e detalhes preferidos desse desfile.







segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A Bendita peça!

Em uma sala íntima e aconchegante em Três de Maio, cidade do noroeste gaúcho, está o atelier da Bendita, grife criada por Bruna Winkelmann e Daniela Gnoatto. As designers, amigas de infância, descobriram o amor pela moda enquanto se divertiam com suas Barbies. A parte mais legal da brincadeira? Criar roupinhas para as bonecas!
Com o tempo, o interesse pelo assunto se manifestou através dos desenhos de Bruna e do interesse de Daniela em buscar formas de vestir bem, diferentes peças de roupas. A decisão de estudar design de moda foi o ponto de partida para a estreia da Bendita.


No curso de moda, Bruna e Daniela adquiriram habilidades, conhecimentos e aperfeiçoaram o que já sabiam e, mais tarde com a criação da marca, também puderam aplicar todo o conhecimento da sala de aula diretamente na nova empresa.
Porém a Bendita não foi planejada, ela simplesmente surgiu. As meninas começaram fazendo peças sob medida para si mesmas e para amigas e familiares, agregando elementos e formas que a usuária preferia, fazendo com que cada peça fosse única e especial. Com o tempo perceberam que aquilo poderia se tornar um negócio e esse conceito prevalece para a marca até hoje. O objetivo é criar peças em que cada pessoa se sinta única e exclusiva: a bendita peça!
A criação das peças se dá através de pesquisas de tendências aliadas a estética da marca. A partir disso as designers criam peças-piloto que são postadas constantemente na fan page da Bendita (olha lá!), que serve como vitrine para que as clientes escolham modelagens, tecidos, estampas e outros detalhes, a fim de a partir dessa peça inicial criar a sua própria bendita peça. Além disso, as modelagens são adequadas para as medidas do corpo da cliente e suas preferências. Delicados e femininos, certamente os vestidos de cintura marcada e saia rodadinha são as peças da Bendita que mais fazem sucesso!


Através da fan page da Bendita e conversando diretamente com as meninas é possível encomendar a sua bendita peça, única e especial, assim como tudo o que a marca faz!

Parceria com a Editora Gente e Única

Hoje eu venho com a primeira grande novidade do ano para o Rock my shoes: agora o blog é parceiro da Editora Gente e Única Editora! Decidi então apresentar, pra quem ainda não conhece, um pouquinho do trabalho que esses dois selos realizam. Olha só!

Editora Gente

Fundada em 17 de maio de 1984, a Editora Gente tem orgulho de ocupar um espaço destacado no mercado editorial brasileiro, com grande reconhecimento no segmento e também entre nossos consumidores como uma empresa profissional, inovadora, dinâmica, e, sobretudo, humana.

Nosso maior objetivo é contribuir com o desenvolvimento humano. Por isso, optamos por nos dedicar a três linhas editoriais: auto-ajuda, educação e gestão. A primeira, mais abrangente, abriga temas como espiritualidade, bem-estar, relacionamento, sexualidade, saúde, comportamento e finanças pessoais. A segunda aborda temas que atendem os interesses de pais, professores e pedagogos. Já a linha de gestão trata de questões de carreira, negócios, administração, gestão de recursos humanos e treinamento.

O ser humano é a nossa fonte de inspiração. A parceria com nossos autores nos faz ir sempre em busca de nosso objetivo, compartilhar conhecimentos e estimular o desenvolvimento de pessoas. Para isso, contamos também com uma equipe que tem a função de transformar conhecimento em produtos atraentes e de qualidade que agreguem valor aos nossos clientes.

Sempre atenta à evolução do mercado editorial e às tendências sociais e de comportamento no Brasil e no exterior, a Editora Gente está presente nos principais eventos do calendário literário nacional, e freqüentemente busca novidades em feiras internacionais. Sabemos que não há limites para o conhecimento e nossos livros vêm ultrapassando fronteiras. Muitos deles já foram publicados em diversos países.

Única Editora

Única é um selo de ficção que traz ao leitor brasileiro histórias originais, fortes e de personalidade. Cujos personagens são cativantes e aventureiros, mas com os pés no chão. A realidade contada pelos olhos da imaginação.

Uma editora focada nas boas histórias, que se permite acreditar que os defeitos são soluções, que sonhar é o caminho da felicidade. Que a lágrima é uma maturação das juras de amor.

Experimente-se Única. E se deixe guiar pelo mundo que só a literatura pode levar você.

Única. Imagine-se dona de um final feliz.

E então, gostaram da novidade?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A moda em Bonequinha de Luxo

Bonequinha de Luxo é, sem dúvidas, o filme mais famoso protagonizado por Audrey Hepburn. Não se trata apenas de suas cenas icônicas e figurinos memoráveis, mas também do fato de trazer como personagem principal, Holly Golightly, uma mulher independente e que vive sozinha em New York, antecipando a emancipação da figura feminina na década de 1960.
A moda apresentada no filme, no entanto, é tão consolidada que chega a ser impossível falar sobre ele sem citar o clássico vestido preto básico, por exemplo. Então, decidi buscar os looks mais memoráveis vestidos pela personagem principal, além de algumas descrições e curiosidades sobre eles. Olha só!

O pretinho básico

A origem do vestido preto básico (também conhecido como "LBD", iniciais de little black dress), vem das criações de Coco Chanel, na década de 1920. A partir de então, essa peça ficou conhecida por ser atemporal, versátil e bastante acessível. A popularização de sua elegância e sofisticação, no entanto, ficaram a cargo do estilista Givenchy, que criou o vestido longo de cetim com um decote nas costas bem interessante que Holly Golightly veste na primeira cena de Bonequinha de Luxo. Acompanhado, é claro, de um colar de camadas de pérolas da Tiffany.


Podemos ver a versatilidade do vestido preto básico nos looks que Holly veste na sequência. Uma versão mais curta do primeiro vestido, mas desse vez em seda e com alguns babados leves na barra, é combinado primeiro com um chapéu de aba larga com um grande laço creme, depois com um pequeno chapéu com um motivo de pele branca e penas pretas na frente, e, por fim, com um maxi colar.




Os casacos

O trench coat bege que Holly veste na cena final do filme é quase tão icônico quanto o vestido preto. Porém, em cenas anteriores ao desfecho, a peça aparece combinada com um lenço de cabeça, uma camisa polo e uma saia com padronagem de espinha de peixe.


No entanto, outra peça similar também foi muito copiada depois do lançamento do filme. O casaco de lã trespassado, combinado com o chapéu de pele e saltos gatinho, traz uma cor mais vibrante ao look de Holly Golightly, ainda mais em uma sequência de cenas tão leves e divertidas.


O vestido pink

E falando em cor vibrante, não dá pra não citar o vestido de seda pink com fita de cetim na cintura e decorado com apliques em forma de leques (e muitos cristais!). Assim como o casaco laranja, essa peça injeta uma cor no guarda-roupa mais neutro da personagem.


Os looks casuais

Mesmo com todo o glamour que Givenchy coloca ao guarda-roupa de Holly Golightly, ela também tem seus momentos mais casuais em Bonequinha de Luxo. Na cena em que canta Moon River na escada de incêndio, a personagem veste suéter, jeans, sapatilha e uma toalha na cabeça. Em outra cena, Holly está novamente casualmente vestida com um pulôver, calça e sapatilha, tudo criado pela figurinista Edith Head.



Os looks... não tão casuais assim

Além de seus looks casuais, há duas cenas do filme em que Holly aparece vestindo itens bem interessantes. Na primeira cena a personagem aparece com sua roupa de dormir: camisa masculina e a icônica máscara azul-Tiffany com dourado. Em seguida, em sua festa, Holly aparece com um "vestido" feito de lençol, que lembra as togas da antiga Grécia.



Óculos de sol

Criados a pedido de Audrey em 1956, o óculos de sol Oliver Goldsmith (que mais tarde foi batizado como "The Manhattan"), é usado durante todo o filme pela personagem principal.


Maquiagem e penteado

Enfim, não só de roupas é feito um figurino, né? Como destaques estão o batom que Holly usa na cena final do filme e que tem um estilo muito parecido com a cor Pink in the afternoon da Revlon, e o coque banana (também conhecido como french twist), que a personagem usa em grande parte do filme. Achei até um tutorial para o penteado!

Muito do estilo da personagem Holly Golightly é comum ao de sua intérprete, como a gente pode ver no Guia de estilo de Audrey Hepburn que foi publicado no blog semana passada. Além de se tratar de um figurino inesquecível, é uma ótima inspiração de estilo.